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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Estímulos de criação do Palco de Feira!

Poeira, pratos de bateria, elementos musica, diferentes instrumentos, figurinos compõem o processo.
Imagem de Thiago Rodeghiero 

Fisicalidade especifica.
Fragmentos de cena para a dramaturgia:
Casal de namorados; A Bruxa e o velho tarado; Trapaceiro que se da mal.
Contos p/ criança-livro da Xanda.
Misturar cores-Laranja + Azul
Objetos que pontuem a mudança de histórias, barulhos para contar histórias, mascaras de butiá.
Potencialidades da feira.
Leitura Eugênio Barba
Equilíbrio de luxo ou equilíbrio precário, esforço contrario do que tenho que ir.
Dança das oposições;
100% de energia, diminuir espaço-corpo;
Esforço contrario do que tenho que ir.
Tarefa:
Aprender uma musica de roda:
O cravo brigou com a rosa...
Eu Sou Pobre, Pobre
Temas Infantis
Eu sou pobre, pobre, pobre,
De marré, marré, marré.
Eu sou pobre, pobre, pobre,
De marré deci.
Eu sou rica, rica, rica,
De marré, marré, marré.
Eu sou rica, rica, rica,
De marré deci.
Eu queria uma de vossas filhas,
De marré, marré, marré.
Eu queria uma de vossas filhas,
De marré deci.
Escolhei a qual quiser,
De marré, marré, marré.
Escolhei a qual quiser,
De marré deci.
Eu queria (nome da pessoa),
De marré, marré, marré,
Eu queria (nome da pessoa),
De marré deci.
Que ofício dais a ela ?
De marré, marré, marré.
Que ofício dais a ela ?
De marré deci.
Dou o ofício de (nome do ofício)
De marré, marré, marré.
Dou o ofício de (nome do ofício),
De marré deci.
Este ofício me agrada (ou não)
De marré, marré, marré.
Este ofício me agrada (ou não)
De marré deci.
Lá se foi a (nome da pessoa),
De marré, marré, marré.
Lá se foi a (nome da pessoa),
De marré deci.
Pra terminar :
Eu de pobre fiquei rica.
De marré, marré, marré.
Eu de rica fiquei pobre,
De marré deci.

Post por Tatiana Duarte.      


sábado, 4 de agosto de 2012

O treinamento com bastão, um estímulo externo para o encontro com a Verdade

"Para um ator, trabalhar no nível pré-expressivo quer dizer modelar a qualidade de sua própria existência cênica. Sem eficácia no nível pré-expressivo, um ator não é um ator." (Barba, 1993, p. 159)


Eu encontrei essa citação do Eugênio Barba no livro "A Arte de Ator" (pg. 57) de Burnier, quando falava sobre "pré-expressividade". Para mim, o que trabalhamos neste dia (capoeira, corda, bastão) foi esse mecanismo que não aparece diretamente na cena, mas que reverbera fortemente nela e nos é, portanto, fundamental. A seguir vocês entenderão a forma que - através de um simples jogo/treinamento - me senti mais verdadeiro em cena.
Descrição do jogo com bastão:

Em duplas, um falava seu texto memorizado enquanto o outro tentava tocar o primeiro com o bastão. Este primeiro deveria não deixar-se tocar, a qualquer custo. O interessante desse exercício é que fez desmecanizar a maneira declamatória e sem vida com a qual eu vinha falando o texto.

Anotação feita em meu diário de trabalho:

02/08/12, quinta-feira, tarde. Coisas que ficaram de hoje:
O trabalho com o bastão trouxe um estímulo externo para o meu corpo no momento que eu dizia o texto do monólogo. Isso transportou mais força e naturalidade para a minha fala (uma surpresa, algo de novo). Em especial na parte em que eu recebi o toque do bastão no corpo, tive a sensação de estar fracassando e isso trouxe à minha fala uma sensação de rancor misturada a um "quase choro". Em conversa com a Xanda, na hora do café (pós ensaio), compreendi que:

Para voltar ao mesmo estado de emoção eu preciso lembrar da sensação mesma da hora do jogo, relembrar, no corpo, a sensação de ANTES da EMOÇÃO de fato. NÃO é a emoção em si que deve ser lembrada, mas o caminho para ter chego a ela, o seu percurso. Isso tratá a verdade para a cena sem que haja a falsidade típica de uma emoção racionalizada. Além disso, permitirá naturalmente a variação (não repetição) de entonações, emoção da fala etc, pois o racional estará mais no percurso do que na emoção em si.