quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O Cotidiano como Expressão.

Onde vou estou sempre observando as relações e ações, para que consiga performar e  que faça sentido. Estamos inseridos em um cotidiano corrido em cada ato pode servir como forma de arte para a cena. Estive em um bar no Cassino e lá escutei um relato do dono, que comentou. Ele e um amigo, ficaram por meia hora brigando e um empurrando o outro, dizendo:
-Não me toque.
-Não me toque.
Eu comecei a pensar como poderíamos transformar essa situação em ato performático.
Como exercício ficar por um tempo experimentando essa fala e mais ações, percebendo as reações no corpo e na voz.
 Vendo e percebendo um no outro como as formas se transformam no ato do experimento.


     



Carl Gustav Jung escreveu que "todas as projeções provocam contra-projeção quando o objeto está inconsciente da qualidade projetada pelo sujeito."

O inconsciente pessoal inclui conteúdos mentais adquiridos durante a vida do indivíduo que foram esquecidos ou reprimidos, enquanto que o inconsciente coletivo é uma estrutura herdada comum a toda a humanidade composta dos arquétipos - predisposições inatas para experimentar e simbolizar situações humanas universais de diferentes maneiras. Há arquétipos que correspondem a várias situações, tais como as relações com os pais, o casamento, o nascimento dos filhos, o confronto com a morte. Uma elaboração altamente derivada destes arquétipos povoa todos os grandes sistemas mitológicos e religiosos do mundo.



F. MATTHIAS ALEXANDER

Técnica Alexander e Educação 

Butoh

Min Tanaka


 Post por Tatiana Duarte

sábado, 29 de dezembro de 2012

Performando como processo de cura

Fui visitar Lumilan Noda que estava doente.
Teclando com ele pelo faceboock  descobri que ele estava mau, com problema na garganta, em plena semana de apresentações.
Fiz um patuá de sal, cravo e canela para um banhos de restauro a energia, e entreguei a ele em uma visita.
Conversamos muito sobre arte, projetos trabalhos e performances, ele me comentou que tinha ficado de bravo com um amigo porque esse amigo disse que ele não falava e me relatou com detalhes tudo o que incomoda mais ele, quando pendem para ele falar sendo que não quer, que esse comentário tinha deixado muito irritado, quando ele terminou o seu desabafo falei para ele.
-Isso podia virar uma performance.
E na hora começamos a viajar em exercícios e experimentos.





"Coisas que eu queria dizer e não disse".

Primeiros momentos dos exercícios;

-30 minutos falando sem parar; quais quer coisa, despertando a criatividade.
-Relembrar as coisas que queria ter dito e não disse.
-Movimentos aleatórios com o corpo.

Observar o resultado que esse experimento irá nos estimular. Com notações em um diário.

Pontos da pesquisa;

-Verbal (o ato da fala)
-Intelectual (relembrar o que eu queria ter dito e não falei)
-Física (memorizar as ações que mais me chamaram a atenção)

Segundo momento exercício;

- Partir para a pratica na rua com o material que encontramos na primeira etapa.




Frases de referencia para a pesquisa;

"Libertar as pessoas é o objetivo da arte, portanto a arte para mim é a ciência da liberdade."
Joseph Beuys

Marina Abramovic: “Quanto pior sua infância, melhor sua arte”

"Não dá para viver num lugar sossegado, a natureza não precisa da arte, é perfeita sem a gente."
Abramovic, Marina


"É escusado sonhar que se bebe; quando a sede aperta, é preciso acordar para beber".
Sigmund Freud

"O pensamento é o ensaio da ação".
Sigmund Freud

"O sonho representa a realização de um desejo".
Sigmund Freud



Post Por Tatiana Duarte

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Pesquisas e Ensaios Continuam

O grupo do Olhar do Outro esta se encontrando no COP nas quarta e quinta, para ensaiar e aprofundar mais seus conhecimentos no movimento e na ação física do ator.
Neste encontro estávamos eu e Lumilan Noda, o resto do elenco estava com apresentação em outro trabalho não podendo comparecer.



No espaço nós aquecemos, alongamos e dançamos, logo apos passamos para as cena, e quando começamos a improvisar foi surgindo coisas novas, um deles que me lembro, paramos na boca de cena e começamos os dois juntos a perguntar, lembrando de algumas perguntas que já foi feita a nós, tipo:

-Tu vai trabalhar no que depois que te formar?
-Teatro né.
-Ta mais tu vai trabalhar no que mesmo?
-Ué em teatro.
-Mas isso não da dinheiro.
-Sim, mas tem que se dedicado.
-Eu não gosto de teatro, é estranho.
-Sou um ator nato, quando queiro eu choro. Querem ver? Pronto...
-Agora só quero ver se tu é atriz de verdade. Quero ver se tu chora?
-É a minha cara, fazer teatro. Quando eu era criança eu mentia muito bem.
-Adoro teatro, tenho baita jeito para teatro, faço todo mundo rir.
-Teatro é coisa para gente louca.

Fomos falando juntos e horas era complementando a fala do outro. Tiveram mais coisas, e decidimos que vamos filmar nosso processo e com isso ter uma visão de fora para ficar com as imagens legais que vão surgir.

"Libertar as pessoas é o objetivo da arte, portanto a arte para mim é a ciência da liberdade."
Joseph Beuys



Estes videos são parte da pesquisa sobre o movimento, achei importante em nosso trabalho.









Referencia para a pesquisa  Émile Jaques Dalcroze, Adolf laban, Wassily Kandinsky, Bronisław Malinowski

Post por Tatiana Duarte

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Ensaios e apresentações

Pós-apresentação, foto de Lauer A. N. Santos



O projeto Olhar do Outro, esta com seus ensaios e pesquisas em um momento de muito empenho e desafio pelos compromisso de cada integrante.

Vamos apresentar nesta sexta dia 14/12/2012, no evento "A cultura pede passagem" - Mercosul Multicultural com complexo da antiga cervejaria sul-rio-grandense (Prédio da Brahma) a partir das 20h






Cartaz do evento  "A cultura pede passagem" - Mercosul Multicultura.


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Teaser Por Trás do olhar



Comentário da diretora Alexandra Dias sobre um dos processos criativos na construção do espetáculo Olhar do Outro.





Teaser de divulgação da apresentação no Complexo da antiga cervejaria sul-riograndense,  onde haverá exposições, teatro, dança, canto, grafiti, esculturas, gravuras e fotografia.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A peça "Vermelho" e algumas relações com o "Olhar do Outro"

Mark Rothko (Antônio Fagundes) - Foto: Ana Laura Paiva
No último sábado (24), eu e mais integrantes do Olhar do Outro assistimos ao espetáculo "Vermelho", que aconteceu no Theatro Guarany. A peça, com atuação de Antônio Fagundes e Bruno Fagundes, é dirigida por Jorge Takla e nos faz emergir no universo subjetivo do pintor expressionista Mark Rothko. Na cena, Rothko, ao mesmo tempo em que expressava o amor por suas próprias pinturas, exprimia as suas frustrações pela não apreciação e desdém dos espectadores para com as suas obras. 

O sentimento de frustração de um artista - por não ter sido correspondido pelo público - está refletido também na peça Olhar do Outro, através do personagem Trepliov. Entrelaçando as dramaturgias: 

Em "Vermelho" o já reconhecido pintor se decepciona com o desdém dos espectadores para com suas obras, se sentindo corrompido pela cultura da arte como produto a ser vendido. Em "A Gaivota",  ao contrário, Trepliov não é um artista reconhecido como Rothko, mas um escritor sem fama alguma, e se sente fracassado quando percebe que seus textos não agradam nem à própria mãe (uma atriz) e nem ao próprio amor (Nina, que está atuando na peça dele).

Outros cruzamentos:

Trepliov (Lumilan Noda) - Foto: Thiago Rodeghiero
"Jovens artistas estão querendo me assassinar", falou o pintor. 
Tal indignação lhe serviu de afirmação quando, em forma simbólica, o artista quis dizer a seu assistente que as formas novas com as quais os jovens vinham se identificando e propondo estavam sendo, na realidade, desprovidas do mesmo peso, subjetividade e intensidade que as suas continham.

"Precisamos de formas novas, formas novas são indispensáveis e, se elas não existirem, então é melhor que nem haja nada".
Trepliov em contraponto, defendendo que a arte não deve ser de poucos, isto é, que não deve ser feita apenas pelos mais consagrados e reconhecidos artistas.

O suicídio é outro ponto em comum aos dois personagens. Porém, diferentemente do personagem Trepliov, criação de Tchekhov para "A Gaivota", a história de Rothko apresentada na peça é inspirada na real vida do pintor. 

Post: Lumilan Noda

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Ritual de Ensaios









Ontem ensaiamos com novos integrantes na parte técnica afinando o trabalho para apresentar no prédio da Brahma, este teve registro e fizemos como se fosse uma apresentação para o público. Contamos com o apoio da   Tatiana Sato fazendo imagens e Vitor Hiroshi na iluminação. Foi o primeiro contato com o trabalho cênico  deste integrantes com o grupo.

Temos em nossa pesquisa que encontrar os nossos"eus" para relacionar as mudanças e os novos espaços no qual o grupo apresenta seu trabalho. No projeto esses "eus" se dá no desnudamento em cena, criando rituais coletivos de corpo e olho no outro para encontrar esse diversos personagens, nós encontra e colocando nossa linguagem dentro deste processo.

Post de Tatiana Duarte