terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Contribuições Digitais para a Arte


Hoje com os acessos de multimídias, entre outros aparatos de suporte para a recepção em arte, se torna mais acessível a cumplicidade de pesquisa em artes cênicas sobre mostra de vídeo, documentários, entre outros produtos do audiovisual, que constroem conteúdos mais reflexivos sobre pesquisas dos colegas na mesma área ou em outras.
Deste modo a pesquisa tem uma melhor comunicação, absorvemos maior os símbolos digitais. Para os grupos culturais é fundamental, pois mostra a linha de pensamento do ator e suas investigações, essa informação conduz a reproduzir repertorio cultual, junto com a comunicação artística.  




Pesquisa acerca das técnicas do ator,  e suas possibilidades para cena. Experimentando no corpo os riscos e partituras. 

Post por Tatiana Duarte

domingo, 3 de fevereiro de 2013

A palavra engolida: um estímulo à ação performática


"Palavras que merecem naturalmente seguir o fluxo da expressão, mas que, por alguma circunstância desconhecida, acham um jeito de se esconder."

Naquela tarde eu e a Tatiana já sabíamos, em parte, os exercícios que iríamos nos submeter no palco do Teatro do COP, pois, uma semana antes, na minha casa, conversamos e os definimos: falar por 30 minutos seria um dos jogos principais. E assim foi, iniciamos caminhando pelo espaço de jogo, nos percebendo e percebendo o espaço como um todo, sentindo as tábuas nos pés e os pés nas tábuas, os diferentes sons que os pés pisando nas tábuas causavam, os rasantes baixos que os morcegos davam em nós e, o mais importante, nos mantemos olhando nos olhos um do outro, durante todos os instantes em que isso fosse possível. 

Ativamos o despertador para soar quando dessem 30 minutos e começamos com aquela tarefa aparentemente simples e cotidiana para muitas pessoas: falar! Os assuntos aconteceram aleatórios, pelo menos pra mim, porque a preocupação maior (já que era regra do nosso jogo) se mantinha em falar sem parar, "o quê", não importava. Eu não fazia ideia do que a Tati falava porque minha concentração estava em ter o que dizer. Por vezes, o meu assunto parecia que estava acabando, e, não sabendo sobre o que eu falaria depois, usei exatamente isso como fala, o que desencadeou mais e mais assunto, assim, espontaneamente.

Em certo momento, já estávamos tão habituados àquela experiência que conseguimos um entrar no assunto do outro. Podíamos com eficácia compreender um o que o outro dizia sem que, para isso, precisássemos nos silenciar. A Tati sem interromper o jogo me convidou para dar a volta na quadra e o fizemos: além de dialogar entre nós, observamos o estranhamento óbvio das pessoas que cruzavam por nós e comentamos isso verbalmente. Falei tanta coisa, até coisas que, em momentos da minha vida, queria ter falado, julguei muitíssimo importante ter dito e, por conta de alguma coisa - talvez até timidez - não falei.

Este processo também me faz questionar isso: quantas coisas essenciais, em vez de dizer, as pessoas não "engolem" por recear as reações do ouvinte. Penso nas expressões artísticas (principalmente música, pintura e teatro) que já falaram tantas coisas por mim e como isso me deixou mais aliviado, de certa forma. Ou quando eu dirigi Fim de Partida, de Beckett, em Encenação I, o quanto os atores expressaram bem o modo como eu, às vezes, sinto a vida.

Eu torço pra que esse processo de criação cênica ao qual eu e a Tati estamos nos inserindo agora, ao chegar no seu produto final, possa não apenas falar por mim e por ela, mas principalmente por todos aqueles que, alguma vez na vida, já passaram por isso. E assim, como toda pesquisa teatral, por intermédio de nossa sincera entrega vem se constituindo um novo material de trabalho, cada vez mais consistente e a cada encontro mais fluidamente. Poderá gerar um ato performático (se é que o próprio exercício já não foi) ou uma cena, ou cenas em que a performance, na sua essência e característica, esteja presente.

Lumilan Noda Vieira

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O Cotidiano como Expressão.

Onde vou estou sempre observando as relações e ações, para que consiga performar e  que faça sentido. Estamos inseridos em um cotidiano corrido em cada ato pode servir como forma de arte para a cena. Estive em um bar no Cassino e lá escutei um relato do dono, que comentou. Ele e um amigo, ficaram por meia hora brigando e um empurrando o outro, dizendo:
-Não me toque.
-Não me toque.
Eu comecei a pensar como poderíamos transformar essa situação em ato performático.
Como exercício ficar por um tempo experimentando essa fala e mais ações, percebendo as reações no corpo e na voz.
 Vendo e percebendo um no outro como as formas se transformam no ato do experimento.


     



Carl Gustav Jung escreveu que "todas as projeções provocam contra-projeção quando o objeto está inconsciente da qualidade projetada pelo sujeito."

O inconsciente pessoal inclui conteúdos mentais adquiridos durante a vida do indivíduo que foram esquecidos ou reprimidos, enquanto que o inconsciente coletivo é uma estrutura herdada comum a toda a humanidade composta dos arquétipos - predisposições inatas para experimentar e simbolizar situações humanas universais de diferentes maneiras. Há arquétipos que correspondem a várias situações, tais como as relações com os pais, o casamento, o nascimento dos filhos, o confronto com a morte. Uma elaboração altamente derivada destes arquétipos povoa todos os grandes sistemas mitológicos e religiosos do mundo.



F. MATTHIAS ALEXANDER

Técnica Alexander e Educação 

Butoh

Min Tanaka


 Post por Tatiana Duarte

sábado, 29 de dezembro de 2012

Performando como processo de cura

Fui visitar Lumilan Noda que estava doente.
Teclando com ele pelo faceboock  descobri que ele estava mau, com problema na garganta, em plena semana de apresentações.
Fiz um patuá de sal, cravo e canela para um banhos de restauro a energia, e entreguei a ele em uma visita.
Conversamos muito sobre arte, projetos trabalhos e performances, ele me comentou que tinha ficado de bravo com um amigo porque esse amigo disse que ele não falava e me relatou com detalhes tudo o que incomoda mais ele, quando pendem para ele falar sendo que não quer, que esse comentário tinha deixado muito irritado, quando ele terminou o seu desabafo falei para ele.
-Isso podia virar uma performance.
E na hora começamos a viajar em exercícios e experimentos.





"Coisas que eu queria dizer e não disse".

Primeiros momentos dos exercícios;

-30 minutos falando sem parar; quais quer coisa, despertando a criatividade.
-Relembrar as coisas que queria ter dito e não disse.
-Movimentos aleatórios com o corpo.

Observar o resultado que esse experimento irá nos estimular. Com notações em um diário.

Pontos da pesquisa;

-Verbal (o ato da fala)
-Intelectual (relembrar o que eu queria ter dito e não falei)
-Física (memorizar as ações que mais me chamaram a atenção)

Segundo momento exercício;

- Partir para a pratica na rua com o material que encontramos na primeira etapa.




Frases de referencia para a pesquisa;

"Libertar as pessoas é o objetivo da arte, portanto a arte para mim é a ciência da liberdade."
Joseph Beuys

Marina Abramovic: “Quanto pior sua infância, melhor sua arte”

"Não dá para viver num lugar sossegado, a natureza não precisa da arte, é perfeita sem a gente."
Abramovic, Marina


"É escusado sonhar que se bebe; quando a sede aperta, é preciso acordar para beber".
Sigmund Freud

"O pensamento é o ensaio da ação".
Sigmund Freud

"O sonho representa a realização de um desejo".
Sigmund Freud



Post Por Tatiana Duarte

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Pesquisas e Ensaios Continuam

O grupo do Olhar do Outro esta se encontrando no COP nas quarta e quinta, para ensaiar e aprofundar mais seus conhecimentos no movimento e na ação física do ator.
Neste encontro estávamos eu e Lumilan Noda, o resto do elenco estava com apresentação em outro trabalho não podendo comparecer.



No espaço nós aquecemos, alongamos e dançamos, logo apos passamos para as cena, e quando começamos a improvisar foi surgindo coisas novas, um deles que me lembro, paramos na boca de cena e começamos os dois juntos a perguntar, lembrando de algumas perguntas que já foi feita a nós, tipo:

-Tu vai trabalhar no que depois que te formar?
-Teatro né.
-Ta mais tu vai trabalhar no que mesmo?
-Ué em teatro.
-Mas isso não da dinheiro.
-Sim, mas tem que se dedicado.
-Eu não gosto de teatro, é estranho.
-Sou um ator nato, quando queiro eu choro. Querem ver? Pronto...
-Agora só quero ver se tu é atriz de verdade. Quero ver se tu chora?
-É a minha cara, fazer teatro. Quando eu era criança eu mentia muito bem.
-Adoro teatro, tenho baita jeito para teatro, faço todo mundo rir.
-Teatro é coisa para gente louca.

Fomos falando juntos e horas era complementando a fala do outro. Tiveram mais coisas, e decidimos que vamos filmar nosso processo e com isso ter uma visão de fora para ficar com as imagens legais que vão surgir.

"Libertar as pessoas é o objetivo da arte, portanto a arte para mim é a ciência da liberdade."
Joseph Beuys



Estes videos são parte da pesquisa sobre o movimento, achei importante em nosso trabalho.









Referencia para a pesquisa  Émile Jaques Dalcroze, Adolf laban, Wassily Kandinsky, Bronisław Malinowski

Post por Tatiana Duarte

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Ensaios e apresentações

Pós-apresentação, foto de Lauer A. N. Santos



O projeto Olhar do Outro, esta com seus ensaios e pesquisas em um momento de muito empenho e desafio pelos compromisso de cada integrante.

Vamos apresentar nesta sexta dia 14/12/2012, no evento "A cultura pede passagem" - Mercosul Multicultural com complexo da antiga cervejaria sul-rio-grandense (Prédio da Brahma) a partir das 20h






Cartaz do evento  "A cultura pede passagem" - Mercosul Multicultura.


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Teaser Por Trás do olhar



Comentário da diretora Alexandra Dias sobre um dos processos criativos na construção do espetáculo Olhar do Outro.





Teaser de divulgação da apresentação no Complexo da antiga cervejaria sul-riograndense,  onde haverá exposições, teatro, dança, canto, grafiti, esculturas, gravuras e fotografia.